Babaçulândia é um destino perfeito para quem deseja praia e cachoeira

Publicado por Leonardo em

A 450 quilômetros de Palmas, 60 de Araguaína, a cidade de Babaçulândia também se inclui no roteiro de praias do Estado. Originada em decorrência da formação do lago da UHE do Estreito, a praia do Coco atrai turistas, especialmente de Araguaína, Wanderlândia e Filadélfia no Maranhão. Ao contrário da maioria das Temporadas, que  se encerram no final de julho, a de Babaçulândia estende-se bem mais: vai até 17 de agosto.

De água verde-turquesa – característica marcante do rio Tocantins – a praia do Coco é o lugar ideal para descansar “o corpo e a alma”, como dizem os filhos do lugar. Tamanha imensidão, chegando a atingir cerca de 13 mil metros de extensão, o Lago funde sua cor com a paisagem do entorno, realçada pela  beleza, vista no horizonte, da serra de São Felix.

Boa parte da estrutura que ornamenta a Praia é permanente, composta por barracas e quiosques de alimentação, palco, posto de Saúde, banheiros, quadra de esporte, Centro de Apoio ao Turista, além de espaço para o Corpo de Bombeiros. Ganha reforço com tendas e outros equipamentos de veraneio nas Temporadas de Praia. “A ideia é se preparar melhor para receber bem o turista, de forma que ele volte e traga outros”, revela o prefeito Franciel de Brito Lopes.

Para o representante comercial, João da Costa Castro, a praia do Coco está na medida certa de público. Procedente de Araguaína, ele é membro de uma comitiva familiar composta por 20 adultos e seis crianças. “Gostamos daqui, exatamente, por causa da tranquilidade da praia. Aqui é muito agradável”, atesta Castro com a aprovação da maioria do grupo.O resultado obtido até agora tem atendido as expectativas do Poder Público Municipal. “A tendência é melhorar, com a demanda de turistas de Araguaína e cidades vizinhas, já que a maioria das praias próximas findam suas Temporadas no próximo fim de semana”, ressalta o  secretário municipal de Turismo de Babaçulândia, Adelcimon Paz.

Na opinião do secretário de Turismo, o lago tornou-se referência na economia local, que antes tinha como base o extrativismo do babaçu, palmeira predominante na região, da qual se extrai o óleo de mesmo nome, bastante utilizado na culinária brasileira. Como forma de aproveitar melhor o atrativo, a ABB – Associação  de Barqueiros de Babaçulândia investiu na aquisição de um Catamarã. O objetivo é comercializar passeios. Com capacidade para 40 tripulantes, pode ser alugado ao valor de R$ mil reais a diária.

À noite a opção é conhecer os equipamentos urbanos, especialmente pelos da orla. Além do perímetro da praia, a cidade  oferece outros atrativos. Dentre eles, a Igreja Nossa Senhora de Fátima, a mais antiga da cidade, e a cachoeira do Jenipapo, a 26 quilômetros da cidade, com infraestrutura necessária para os que vão passar o dia por lá. Outro ponto turístico é a serra da Matança, de relevância histórica para a cidade, uma vez palco, em 1930, de uma batalha entre fazendeiros e índios que passavam pela região matando gados. A desavença resultou no extermínio dos aborígenes.

Cachoeira do Jenipapo em Babaçulândia

O lugar é ideal para quem planeja passar o dia curtindo aquele barulhinho comuns às cachoeiras de médio porte. Diversas são as opções de lugares à sombra de árvores frondosas ou em um dos quiosques instalados no entorno pelo proprietário Antônio Dias Pinto. “Para acampar não se paga nada, senão a taxa de acesso”, diz Antônio.A 29 quilômetros de quem sai de Babaçulândia em direção a Araguaína, encontra-se um atrativo turístico ainda pouco conhecido: a cachoeira do Jenipapo. Localizada no rio de mesmo nome, é de propriedade particular, porém com acesso permitido mediante pedágio correspondente a R$ 5 reais por pessoa. A esse preço é possível desfrutar de uma infraestrutura básica que oferece boa acolhida aos visitantes e turistas.

A cozinha oferece pratos da culinária tocantinense: mandioca, batata e peixe frito, carne de sol a preços que variam de R$ 10 a R$ 30 reais. A uma refeição, com galinha caipira inteira, é cobrado o valor de R$ 85 reais, enquanto o PF está a R$ 10 reais.

A beleza do lugar é comandada pela própria cachoeira, composta por cinco quedas d’águas  de três a sete metros de altura, que escorrem vencendo barreiras  de pedras, ladeada por uma mata ciliar. Através de uma trilha, em poucos minutos, chega-se a pontos de onde é possível conhecer as cinco quedas, ouvi-las e curti-las melhor.

Pedra da Caveira

Na rota da cachoeira é fácil avistar a pedra da Caveira, batizada com este nome por nossa equipe, exatamente pela  semelhança à sua denominação. “Gostei desse nome e irei adotá-lo”, externou o proprietário do balneário. O tamanho da pedra em si, não é grande. Chega a um metro e meio de diâmetro. Mas aliada ao suporte que a mantém em repouso, adquire a altura de aproximadamente três metros.